Category: Cultura na Situação Sustentável

Exemplo de reflorestamento. 1o.

Área reflorestada atrai 208 tipos de ave. – Além das espécies, projeto que reconstrói Mata Atlântica aumenta a oferta de água na região de Itu. [Reportagem de Giovanni Giraradi no OESP, 05.06.2016 pág. A24] pojeto experimental reconstitui mata Atlântica em terreno antes ocupado por cafezal e pasto; recuperação ocorre desde 2007.

Executor: Centro de Experimentos da SOS Mata Atlântica. Extensão:524 hectares (= 5,24 km2) Para comparação: Da Floresta Amazônica se desmatam mais de 5.000 km2 por ano.


Outros dados:
1. Foram plantadas 720 mil mudas de 130 espécies diferentes. 2. O custo ficou entre 17,5 R$ mil e R$ 22 mil por hectare. 3. 19 nascentes voltaram a verter água. O volume superficial de água aumentou 5% e o subterrâneo 20%. 4. Apesar dos resultados já observáveis ainda se trata de uma florestinha em desenvolvimento. Não há referência à volta de mamíferos, mesmo porque deve se tratar de uma área isolada de outras florestas. A recomposição de uma fauna, inclusive de insetos é demorada.

Observações e conclusões:  

a. Urge que tais experiências sejam multiplicadas Brasil a fora. É o que requer a recomposição das bacias hidrográficas, lembrando só o rio São Francisco. A necessidade é urgente também no Cerrado e outros biomas.

b. Para tanto é necessário que se instale no Brasil uma “cultura do amor à natureza“, como a que existe em alguns outros países.

c. Os Poderes Públicos devem fomentar o trabalho nos reflorestamentos os consorciando com pequenos assentamentos, estimulando a produção de mudas associada à pequena agricultura de qualidade (Assentamentos de Reflorestamento ainda não são cogitados na política).

d. A par da ação pública a Cidadania haverá de se empenhar. O crowd funding é uma possibilidade, que poderia ser incentivada por reduções fiscais, em analogia à Lei Rouanet.

e. Os próprios agricultores precisam aderir em massa à possibilidade de aumentar a produtividade mediante um melhor combinação de floresta, lavoura e pecuária ainda a ser desenvolvida. [Há pioneiros como a Fazenda São Francisco em Sertãozinho / SP]

Sumiço de Onça.

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Sumiço de onça pintada expõe risco da Mata Atlântica. – Pesquisador seguiu espécime via satélite por 4 meses, até que sinal desapareceu.

É o título de matéria no OESP de 29. 12. 2015, pág. A15 em Reportagem especial “Fauna invisível”. O texto pode ser visto pelo Google e por diversos sites
Trata-se de um assunto muito importante que mereceria maior atenção e repercussão. “Ainda não se sabe o que aconteceu, mas a suspeita é que ela tenha sido morta por palmiteiros”. A caça e a extração ilegal de palmito são problemas crônicos na Mata Atlântica, até nas unidades de conservação do Estado. Nem pela ONG SOS Mata Atlântica o assunto foi / é articulado.
É ainda fraca a consciência pelo problema e o risco ambiental. A mídia e as ONGs haveriam de atuar de forma muito mais consistente e enérgica. A sociedade haverá de exigir do Estado um maior zelo pelo patrimônio público, que é a floresta com o seu conteúdo de espécies vegetais e animais. Precisa haver uma guarda florestal eficiente. E um cultivo da floresta. Diz a bióloga Beatriz Beisiegel, na mesma página do jornal que “a floresta está sendo corroída por dentro”.

Sobre Progressos no Trajeto para uma Cultura de Sustentabilidade Social em fim de 2015

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Considerações sobre Progressos no Trajeto para uma Cultura na Situação Sustentável em fim de 2015. [Parte II]

Introdução.

Todo desenvolvimento precisa ser monitorado de tempos em tempos para poder ser compreendido.  Assim acontece com projetos e políticas.  O monitoramento se procede com foco nas metas e marcos de uma programação.

Acontece que uma Cultura é uma categoria difusa.  Como ficou definida em “Cultura na Situação Sustentável”,  a Cultura  consiste das instituições informais que condicionam as percepções, as atitudes e as ações das sociedades.  Então o desenvolvimento de uma cultura não é quantificável.  Apenas é possível verificar mudanças em aspectos, que supostamente estariam presentes numa cultura futura.

Este propósito é ainda mais dificultoso por duas razões:                                                             –  –  Primeiro porque ainda não existe um entendimento, uma visão, do que seria um comportamento na Situação Sustentável.                                                                                          –  Segundo porque uma Situação Sustentável é por definição global, mas os comportamentos ocorrem no âmbito de cada sociedade.  Uma cultura global comum a todas as sociedades há de ser considerada uma utopia.

Todavia é possível descrever algumas mudanças de percepção a respeito de características da Situação Sustentável, como:  Paz, pobreza/ocupação, meio ambiente – energia e biomas -, equilíbrio econômico, democracia, …..

Percepções referentes a pobreza e ocupação.

A eliminação da pobreza extrema e da fome consta entre as Metas do Milênio, proclamadas pela Organização das Nações Unidas – ONU / PNUD – no ano 2000 com horizonte de realização em 2015.  A ocupação não consta entre as metas explicitadas, mas é considerada nas estatísticas.  O mesmo se observa nas Metas para o Desenvolvimento Sustentável, mais abrangentes, lançadas em 2015, pouco antes da COP 21.  Acontece que a comunidade internacional de experts em desenvolvimento sustentável ainda não trabalha com o conceito de Situação Sustentável, como meta.  [vide Jeffrey D. Sachs “The Age of Sustainable Development “ – 2015]

O número de seres humanos vivendo em pobreza extrema diminuiu no período de 2000 a 2015, e houve progressos significativos no aspecto da saúde.  Mas ainda cerca de 700  milhões de pessoas vivem na penúria extrema agora (2015), com renda até 1,9 US$ por dia.  São menos de 10% da população global, quando em 1990 eram 37%

Na conceituação da Situação Sustentável constam três características da Sustentabilidade Social, consideradas as mais significativas e integradoras de outras:                                          – Todas as famílias / pessoas se autossustentam através de contribuições de produção, ou seja, de trabalho próprio.                                                                                                                       –  Nível de educação mínimo para uma Ocupação Adequada e exercício da Cidadania na base da pirâmide social.                                                                                                                         –  Está eliminada a miséria como condição social hereditária e existem oportunidades para a ascensão social.                                                                                                                            [Vide Harald Hellmuth “Como acelerar o Desenvolvimento Sustentável” Tomos I – 2012 e II – 2015]

A Ocupação Adequada é a que proporciona uma Renda Adequada para o financiamento de um conforto eticamente aceitável.   Segundo esta conceituação                                                     –  programas de subsídio ao consumo – vide bolsas no Brasil – aliviam a penúria, mas não são sustentáveis e tendem a perpetuar uma condição de dependência indigente, não compatível com a cidadania.                                                                                                                 –  uma regulação de renda mínima – Renda Adequada – no âmbito global eliminaria condições de trabalho semelhantes à escravidão.                                                                            –  Serviços Sociais Públicos – educação, saúde, aposentadoria, saneamento etc. – estarão presentes, mas exercerão funções complementares.

A Renda Adequada por hora só chega a ser abordada pontualmente, por exemplo, quando se acusam a baixa remuneração de costureiras no Bangla Desh, produtoras de vestuário para marcas de luxo ou roupas de baixo preço em magazines na Europa, a renda de agricultores produtores para exportações na África e na América Latina e condições de dumping de produtos industriais da China.  Argumenta-se então por um “mercado justo”.  Mas trata-se de um problema global da renda nas bases das pirâmides sociais.  Seu equacionamento requer, por um lado, uma mudança da percepção paternalista e filantrópica das lideranças dos países desenvolvidos.  A meta do desenvolvimento social seria a capacidade de exercício da cidadania.  Por outro lado, um entendimento sobre “salários mínimos no âmbito global” induziria desenvolvimentos econômicos nos países mais pobres, pois as rendas adequadas fluiriam para suprir demandas reprimidas.

O problema comporta a questão da existência de oportunidades de trabalho para todos não apenas dos contingentes menos favorecidos, mas também dos integrantes das classes médias em todos os países.  Sintomas das consequências de uma distribuição global das oportunidades de ocupação já são sentidos mesmo nos Estados Unidos.  O desemprego é problema em partes da Europa.  Todavia, os países mais populosos, China e Índia, e também o Brasil e toda América Latina, ainda precisam desenvolver os seus mercados internos e as mudanças de matrizes energéticas juntamente com outras medidas para a contenção do aquecimento global oferecerão ocupações a pobres e menos pobres.

Conclui-se, que para uma aceleração projetada do Desenvolvimento Social Sustentável ainda são necessárias algumas “quebras de paradigmas de percepção”, mas que a realização das características da Situação Social Sustentável num prazo não muito distante é perfeitamente viável de uma forma mais ou menos planejada.

Percepções referentes à saúde.

As Metas do Milênio do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – de 2000 até 2015 trouxeram melhorias significativas na saúde de contingentes pobres.       –  A ébola foi vencida após ter causado 11.000 vítimas.  Agora existe uma vacina.                   –  Também houve avanços no desenvolvimento de uma vacina contra a malária embora esta doença ainda mate mais que o terrorismo e as guerras juntas.                                             –  Faz doze meses que na África não se noticia um novo caso de poliomielite.  Contribuiram esforços da OMS, Unicef e Fundação Bill e Melinda Gates.

Considerações sobre o Desenvolvimento de uma Cultura na Situação Sustentável – 2015

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Considerações sobre Progressos no Trajeto para uma Cultura na Situação Sustentável em fim de 2015.

Introdução.

Todo desenvolvimento precisa ser monitorado de tempos em tempos para poder ser compreendido.  Assim acontece com projetos e políticas.  O monitoramento se procede com foco nas metas e marcos de uma programação.

Acontece que uma Cultura é uma categoria difusa.  Como ficou definida em “Cultura na Situação Sustentável”, um post no site http://www.hhellmuthsustentabilidade.com/ , a Cultura  consiste das instituições informais que condicionam as percepções, as atitudes e as ações das sociedades.  Então o desenvolvimento de uma cultura não é quantificável.  Apenas é possível verificar mudanças em aspectos, que supostamente estariam presentes numa cultura futura.

Este propósito é ainda mais dificultoso por duas razões:                                                             –  –  Primeiro porque ainda não existe um entendimento, uma visão, do que seria um comportamento na Situação Sustentável.                                                                                          –  Segundo porque uma Situação Sustentável é por definição global, mas os comportamentos ocorrem no âmbito de cada sociedade.  Uma cultura global comum a todas as sociedades há de ser considerada uma utopia.

Todavia é possível descrever algumas mudanças de percepção a respeito de características da Situação Sustentável, como:  Paz, pobreza/ocupação, meio ambiente – energia e biomas -, equilíbrio econômico, democracia, …..

 

Sobre percepções referentes à Paz.

Quando aproxima um fim de ano é comum se estabelece um ambiente de reflexões, retrospectivas e de avaliações.  Celso Lafer expressa uma percepção preocupada e pesarosa.  Admite a dificuldade de identificar uma estrutura no aparente caos global no seu texto “Um olhar sobre o mundo atual”  http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,um-olhar-sobre-o-mundo-atual,10000005329  no O Estado de S.Paulo, de 20.12.2015, pág. A2.

De fato, com a queda do Muro de Berlin desmanchou-se uma ordem aparentemente “simples”, caracterizada pela divisão do mundo político em dois blocos econômicos e ideológicos opostos.  A União Soviética, ditatorial e com economia de planejamento central se desintegrou.  A globalização econômica – da produção -, financeira e jurídica tornou-se mais perceptível.  Em contrapartida, o sucesso político e econômico da reunificação da Alemanha veio a fortalecer a União Europeia – EU – e a Zona do Euro.  Até agora, ambas têm superado as dificuldades de processos de adaptação institucionais.  Constituem hoje um conjunto de nações democráticas entre as quais conflitos armados são inimagináveis, o que constitui uma autêntica inovação social e política.

Apesar de os processos de acomodação não estarem terminados, este “bloco” de países com regimes de governo democráticos exerce uma atração para sociedades no seu entorno.  A Rússia procurou contrapor-se a tendências de novas adesões à UE recorrendo à força militar.  Mas pode-se considerar duvidoso que a oposição a uma “gradiente histórica/social” seja sustentável indefinidamente.

Uma comprovação da atratividade da UE é o fluxo de migrantes à procura de segurança física e econômica, vindos de regiões pobres da África e dos países do Oriente Próximo e Médio conflagrados.  As atitudes populares espontâneas de acolhimento e a disposição à integração ocupacional e educacional por parte de poderes públicos também são elementos inovadores na cena dos relacionamentos internacionais.  Hoje correm o risco de sobrecarregar as capacidades de ajuda.  Ainda que considerações a respeito de consequências desses acontecimentos sejam absolutamente prematuras, a hipótese de um potencial para uma revisão radical de percepções nas sociedades muçulmanas não é absurda.

Da perspectiva de um observador sediado no “mundo ocidental” – Europa e Américas – as percepções dos desenvolvimentos no Oriente ainda são fracas, apesar do noticiário e da comunicação via internet.  Avulta a superação da pobreza de multidões integradas à produção e exercendo concorrência aos produtores “tradicionais”.  Que China e Índia tenham alguma disposição de expor a risco os processos de desenvolvimento sociais em conflitos externos é muito pouco crível.

Não obstante as perspectivas razoavelmente otimistas que transparecem dessas considerações, atualmente uma impressão de caos insolúvel é causada por conflitos armados e barbaridades impetradas em regiões com religião predominante muçulmana.  Pode-se entender que sentimentos de ressentimento por atrasos no desenvolvimento econômico e civilizatório em relação ao “ocidente”, além da falta de perspectivas de superação dos desconfortos por falta de oportunidades de trabalho estejam na base para a motivação à violência.  O “ocidente” está se compondo para reprimir os conflitos, mas ainda não se tem notícia de uma concepção para a superação da irracionalidade numa perspectiva de longo prazo.

Concluindo, é possível afirmar que na cena atual existe uma convergência global para a rejeição à violência.  Uma minoria “inconformada” não poderá alterar este curso.  Quem sabe se metáfora ápice da mensagem do Novo Testamento “perdoai, pois eles não sabem o que fazem” não ajudaria na instalação de um ambiente pacífico, se as próprias igrejas lhe dessem maior atenção.

Percepções referentes a pobreza e ocupação.

A eliminação da pobreza extrema e da fome consta entre as Metas do Milênio, proclamadas pela Organização das Nações Unidas – ONU / PNUD – no ano 2000 com horizonte de realização em 2015.  A ocupação não consta entre as metas explicitadas, mas é considerada nas estatísticas.  O mesmo se observa nas Metas para o Desenvolvimento Sustentável, mais abrangentes, lançadas em 2015, pouco antes da COP 21.  Acontece que a comunidade internacional de experts em desenvolvimento sustentável ainda não trabalha com o conceito de Situação Sustentável, como meta.  [vide Jeffrey D. Sachs “The Age of Sustainable Development “ – 2015]

O número de seres humanos vivendo em pobreza extrema diminuiu no período de 2000 a 2015, e houve progressos significativos no aspecto da saúde.  Mas ainda cerca de 800 a 900 milhões de pessoas vivem na penúria extrema agora (2015).

Na conceituação da Situação Sustentável constam três características da Sustentabilidade Social, consideradas as mais significativas e integradoras de outras:                                         –  Todas as pessoas / famílias se autossustentam através de contribuições de produção, ou seja, de trabalho próprio.                                                                                                                      –  Nível de educação mínimo para uma Ocupação Adequada e exercício da Cidadania na base da pirâmide social.                                                                                                                          –  Está eliminada a miséria como condição social hereditária e existem oportunidades para a ascensão social.                                                                                                                            [Vide Harald Hellmuth “Como acelerar o Desenvolvimento Sustentável” Tomos I – 2012 e II – 2015]

A Ocupação Adequada é a que proporciona uma Renda Adequada para o financiamento de um conforto eticamente aceitável.                                                                                         Segundo esta conceituação                                                                                                                   –  programas de subsídio ao consumo – vide bolsas no Brasil – aliviam a penúria, mas não são sustentáveis e tendem a perpetuar uma condição de dependência indigente, não compatível com a cidadania.                                                                                                                 –  uma regulação de renda mínima – Renda Adequada – no âmbito global eliminaria condições de trabalho semelhantes à escravidão.                                                                            –  Serviços Sociais Públicos – educação, saúde, aposentadoria, saneamento etc. – estarão presentes, mas exercerão funções complementares.

A Renda Adequada por hora só chega a ser abordada pontualmente, por exemplo, quando se acusam a baixa remuneração de costureiras no Bangla Desh, produtoras de vestuário para marcas de luxo ou roupas de baixo preço em magazines na Europa, a renda de agricultores produtores para exportações na África e na América Latina e condições de dumping de produtos industriais da China.  Argumenta-se então por um “mercado justo”.  Mas trata-se de um problema global da renda nas bases das pirâmides sociais.  Seu equacionamento requer, por um lado, uma mudança da percepção paternalista e filantrópica das lideranças dos países desenvolvidos.  A meta do desenvolvimento social seria a capacidade de exercício da cidadania.  Por outro lado, um entendimento sobre “salários mínimos no âmbito global” induziria desenvolvimentos econômicos nos países mais pobres, pois as rendas adequadas fluiriam para suprir demandas reprimidas.

O problema comporta a questão da existência de oportunidades de trabalho para todos não apenas dos contingentes menos favorecidos, mas também dos integrantes das classes médias em todos os países.  Sintomas das consequências de uma distribuição global das oportunidades de ocupação já são sentidos mesmo nos Estados Unidos.  O desemprego é problema em partes da Europa.  Todavia, os países mais populosos, China e Índia, e também o Brasil e toda América Latina, ainda precisam desenvolver os seus mercados internos e as mudanças de matrizes energéticas juntamente com outras medidas para a contenção do aquecimento global oferecerão ocupações a pobres e menos pobres.

Conclui-se, que para uma aceleração projetada do Desenvolvimento Social Sustentável ainda são necessárias algumas “quebras de paradigmas de percepção”, mas que a realização das características da Situação Social Sustentável num prazo não muito distante é perfeitamente viável de uma forma mais ou menos planejada.

 

Percepções referentes a Meio Ambiente – energia e biomas.

Das características da Situação Ambiental Sustentável [Vide Harald Hellmuth “Como acelerar o Desenvolvimento Sustentável” Tomos I – 2012 e II – 2015] a estabilidade do clima é a melhor definida por grandezas quantificadas, e,  por isso, passível de ser objeto de Projetos para o Desenvolvimento Sustentável.  Os estudos do IPCC eliminaram as dúvidas sobre o efeito de ações humanas sobre o aquecimento global em 2004, quantificaram concentrações máximas de CO2  na atmosfera e as correspondentes emissões cumulativas e induziram os participantes na COP 21 em Paris a reduzir a meta de aquecimento máximo de 2oC para algo no entorno de 1,5oC.  No entanto os mesmos participantes não se comprometeram a desenvolver Projetos Nacionais para a redução das emissões.  A soma das reduções alcançadas, caso as promessas formuladas nos INDC – Intended Nationally Determined Contributions – forem cumpridas, passa longe de satisfazer mesmo a meta anterior de 2oC.  Qualquer observador ingênuo identifica neste resultado uma atitude esquizofrênica.

Quanto às percepções podem-se identificar progressos, ao menos aparentes.  Entendeu-se que todas as ações ocorreriam em países soberanos.  Por isso seriam voluntárias. Todos os participantes assinaram o documento final, o que não ocorreu em 1992 na Cúpula do Rio.  Teriam assim reconhecidas, finalmente, Responsabilidades Individuais.  Este posicionamento foi festejado pelos participantes e reverberado na mídia como grande sucesso, mesmo que o documento esteja vazio de compromissos por ações e metas mensuráveis.  As INDC serão revistas em 2018 e entrarão em vigor a partir de 2020.

Isto significa que se instalou um prazo de 5 anos sem compromissos para um problema que, reconhecidamente, requer ações urgentes, quer dizer imediatas.

A pior atitude, tanto sob critérios éticos, quanto para os progressos na redução das emissões, foi que Estados Unidos e Brasil apresentaram propostas de redução de emissões baseadas nas emissões ocorridas no ano 2005 e que hoje, 10 anos depois, já estão realizadas.  Trata-se de autêntica fraude não a acusada, nem pelos diplomatas, nem pelas ONGs, em Paris e que passa despercebida pelas cidadanias dos dois países.  No caso do Brasil isto significa que se continuará com Desflorestamentos na ordem de grandeza de 5.000 km2 por ano, equivalentes área de um quadrado com 70 km de lado.

Proclama-se “o fim da era dos combustíveis fósseis”.  De fato a substituição de fontes fósseis de energia na maior extensão – e velocidade – possível é imprescindível para no mínimo equilibrar as emissões com a capacidade de sequestro, estabilizando a concentração de GEE na atmosfera.  Desejável é alcançar um nível de emissões próximo a zero.  Países como Índia e China ainda dependerão de seus recursos de carvão para vencer a pobreza em suas imensas populações.  Todavia a China é hoje o país onde mais se investe em fontes renováveis – solar e eólica.  Grandes projetos de geração fotovoltaica estão sendo desenvolvidos também na Índia.  Servem estes exemplos demonstrar que mudanças de matrizes energéticas fazem parte de Projetos Nacionais para o Desenvolvimento Sustentável.  Compreendem Desenvolvimentos Projetados.  A iniciativa privada atua na realização dos projetos nacionais quando executa projetos e investe em unidades de geração.

Hoje os investimentos em geração baseados em fontes renováveis já superam os investimentos em fontes fósseis.  Os custos de energia de fontes renováveis estão diminuindo por conta do desenvolvimento tecnológico e do ganho de escala – curva de aprendizagem.  A geração distribuída – pelo próprio consumidor, por exemplo, pela instalação de placas fotovoltaicas no telhado de prédios – é uma nova figura no mercado de energia.   Algumas usinas termelétricas muito poluentes estão sendo desativadas.

Além de desenvolver a tecnologia para a geração de energia elétrica com fontes renováveis a iniciativa privada está empenhada no desenvolvimento de acionamentos elétricos e híbridos para veículos.  Trata-se de uma contribuição para o Desenvolvimento Ambiental difuso.  Os governos podem favorecê-lo através de compras, subsídios, modelos fiscais entre outras medidas.

Nenhum investimento requer a terminação da destruição de biomas, como o Desflorestamento, denominado mudança de uso dos solos.  As florestas têm múltiplas funções no contexto da Sustentabilidade Ambiental:  Sequestram CO2, regularizam regimes de ventos, chuvas e fluxos fluviais, abrigam uma biodiversidade e outras.  O desflorestamento no Brasil tem sido predatório, favorecendo apenas agricultores e pecuaristas ambiciosos.  Não contribuiu para a mitigação de pobreza.  Uma Política de Desflorestamento Zero Já poderia ser executada em três anos e reduziria as emissões de GEE do Brasil em cerca de um terço, ou seja, na ordem de grandeza de 500 GtCO2equiv.  Com um intensivo programa de mudança de matriz energética e emprego de biocombustíveis num prazo de dez anos o Brasil poderia contribuir com outra redução equivalente, sem nenhum prejuízo para o desenvolvimento econômico.

Isto significa que o Brasil, em face de suas condições e vocações naturais, é um dos países com maior aptidão de reduzir as emissões globais num prazo muito curto.  Entretanto, como se constatou acima, o Poder Público escamoteia um desenvolvimento neste sentido e as ONGs não chegam a promover uma meta ou visão correspondente.  Consequentemente, a Cidadania permanece mal informada.  Nestas circunstâncias não há hipótese de a Cidadania vir a exigir dos políticos um desempenho correspondente à Responsabilidade do Brasil diante da humanidade pelas condições de vida futuras.  Por enquanto.

 

Sobre percepções referentes a equilíbrio econômico.

Das dimensões da Situação Sustentável – ambiental, social e econômica – à última se dá a menor atenção. [Vide Harald Hellmuth “Como acelerar o Desenvolvimento Sustentável” Tomos I – 2012 e II – 2015]   Não há ainda um trabalho acadêmico sobre a economia financeira numa Situação Sustentável, quando as dimensões ambiental e social estariam realizadas.  Numa Situação Sustentável a economia de produção seria “verde”, ou seja, “de baixo carbono”, estaria estabelecida no âmbito global a Renda Adequada, estarão respeitados os limites de reprodução de recursos naturais – Footprint < 1 -, o crescimento econômico nas sociedades com “economias saturadas” estaria limitado pelo crescimento nulo do consumo, a poluição ambiental estaria abaixo da capacidade de absorção pela natureza.  Estas são características abordadas ao longo das considerações no site-blog  http://www.hhellmuthsustentabilidade.com/   A falta de manifestação de curiosidade acadêmica pode ser uma consequência da circunstância de faltar uma visão de “Situação Sustentável” como meta, apesar do inflacionamento do uso das palavras “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável”.

Existe uma preocupação com o equilíbrio econômico manifestado nos trabalhos sobre os ciclos econômicos caracterizados por períodos de crescimento e euforia seguidos de fazes de regressão – depressão.  Nas primeiras ocorrem inflações; nas segundas deflações.  Na regressão ocorre o desemprego com acentuação da diminuição do consumo.  Teme-se a progressão do processo até uma situação de desemprego em massa e miséria.  Por isso as políticas econômicas atuais visam uma moderada inflação – no entorno de 2%aa., tendo abandonado a meta da preservação do poder de compra das moedas.  A experiência da grande depressão e inflação ocorrida em 1919 motiva este posicionamento.  E deu a Keynes a inspiração para a formulação de políticas monetárias anticíclicas.

De fato a aplicação do receituário de Keynes ajudou a dominar desequilíbrios entre oferta e demanda.  Mas políticos procuraram se valer de seus argumentos para expandir benesses sociais para além da capacidade de arrecadação dos Estados, causando déficits orçamentários motivados por consumo superior à produção de bens e serviços.  Acumularam-se dívidas públicas levando alguns países à “falência”.  O exemplo mais noticiado é a Grécia.  A lição do efeito nocivo de déficits públicos acumulados, ou seja, de que é imperiosa a meta do equilíbrio orçamentário, a duras penas está sendo aprendida não só na Grécia, como também na Espanha, em Portugal e na Irlanda, sem esquecer a Itália e a França, onde as restrições de gastos aos valores previstos pela receita fiscal ainda enfrentam resistências.  Evidentemente, o abandono do costume de contrair dívidas para “completar o orçamento” causará uma contração do mercado financeiro, com uma muito saudável redução dos juros.

Outra crise de natureza muito diversa foi desencadeada – em 2008/09 – pela concessão de créditos a tomadores reconhecidamente incapazes de saldá-los nos Estados Unidos.  Tais créditos viciados – “podres” – foram depois repassados através de manobras fraudulentas.  Instituições de crédito, sequiosas em exibir resultados geradores de premiações exuberantes aos executivos endividaram-se além das proporções recomendadas pela experiência de gestão de riscos.  Esta estrutura virtual de créditos “contaminados” e dívidas financeiras ruiu, causando uma interrupção dos fluxos de crédito, paradas de produção e desemprego.  Os bancos acabaram sendo resgatados com recursos públicos.  Recursos públicos também foram injetados em economias para incentivar o consumo e recuperar os empregos.  Os atores/autores de um processo criminoso e perverso causador de danos à população não foram chamados a juízo.  Mas se aprendeu que “as boas práticas recomendadas” precisam ser observadas.

Estamos diante da formação de duas instituições informais que deverão prevalecer no ambiente da economia globalizada a fim de manter o equilíbrio econômico nas sociedades:  A atitude de prevenção contra desequilíbrios fiscais e a necessidade da observação de “boas práticas consagradas” nos negócios particulares e públicos.  Mas falta a formação de uma consciência (instituição informal) – e sua inclusão nos compêndios – que a “economia financeira” existe para servir à “economia de produção”, e não para simplesmente fazer “dinheiro gerar dinheiro”.  As empresas financeiras estão assemelhadas a instituições públicas, pela influência que têm sobre o bem-estar geral.

 

Sobre percepções referentes à Democracia (ao “good governance”)

Evidentemente todas as percepções focadas a características da Situação Sustentável precisam evoluir simultaneamente, embora forçosamente abordadas em separado.  [Vide Harald Hellmuth “Como acelerar o Desenvolvimento Sustentável” Tomos I – 2012 e II – 2015]  Todavia as características referentes à Política e à Política Econômica na Situação Sustentável estão tão imbricadas que as percepções só podem ser abordadas em conjunto.  Assim é porque o agente é o Cidadão por Responsabilidade, diretamente.  Estes constituem uma elite, a Cidadania, que existirá mesmo quando a Situação Social Sustentável estiver estabelecida.  É este contingente que reclama os “Princípios da Boa Governança” apresentados por Jeffrey Sachs [vide Jeffrey D. Sachs “The Age of Sustainable Development“ – 2015], como se verá a seguir, os instalará progressivamente e zelará por sua preservação.

A Boa Governança se aplica às organizações e aos Estados.  Peter Drucker em “Post-capitalist Society” chega a formular que as organizações serão responsáveis pelo Estado, pois não haveria outra instância para esta tarefa na Sociedade das Organizações, que é a Sociedade do Conhecimento.  Não se discutirá se apenas Educated Persons atuantes para organizações poderão ser Cidadãos por Responsabilidade.

Estes, sem dúvida, abraçarão a causa do Desenvolvimento Sustentável por compreensão da Responsabilidade pelo engajamento pelo bem-estar de gerações futuras no âmbito planetário. Os políticos não deverão rejeitar responsabilidades que transcendam os interesses de curto prazo de seus eleitores.  Esta percepção ainda não está estabelecida, como mostram considerações anteriores.  As tratativas na COP 21 são exemplos contundentes.  Todavia as experiências veem demonstrando que  práticas favoráveis ao Desenvolvimento Ambiental Sustentável e ao Desenvolvimento Social Sustentável têm resultados econômicos positivos, surpreendentes, de forma que resistências de interesses estabelecidos tenderão a se desgastar.

Para a própria realização individual os Cidadãos por Responsabilidade exigirão das organizações, estados e governos “accountability” – prestação de contas,  “transparency” – uma condição para a aceitação das contas, inexistência de segredos e “participation” – participação na tomada de decisões.  Tais atitudes correspondem ao desejo de liberdade, de poder influenciar nas questões referentes ao próprio destino.  Este desejo  é universal, é inerente ao ser humano, e, no longo prazo, levará a algumas consequências:                           –  repúdio à corrupção.                                                                                                                           –  predominarão as sociedades com ordenamentos políticos democráticos.                               –  os ordenamentos econômicos predominantes serão modelos de regime de mercado.

O termo “democracia” com alguma freqüência é utilizado de forma sofista.  A realização de eleições, mesmo com emprego de recursos de fraude, é utilizada serve para se auto-declarar “democráticos” governos com características autoritárias e repressoras.  De uma forma geral, pode-se afirmar que as sociedades ainda precisam aprender que as democracias só funcionam verdadeiramente quando uma Cidadania vigilante, controladora, crítica e ativa estiver mobilizada para impor continuadamente as características acima citadas.   Os representantes eleitos precisam sentir os controles.

 

Conclusões sobre o estado do desenvolvimento de uma Cultura na Situação Sustentável em fim de 2015.

Situação Sustentável não é (ainda?) um conceito presente nas abordagens da Sustentabilidade, nem do Desenvolvimento Sustentável.  Esta observação não deixa de ser curiosa, pois se aborda desenvolvimento sem uma visão de objetivo, de cenário, como se diria tratando de estratégias ou projetos.  Tratar-se-ia de uma explicação por não existirem Políticas e Projetos para o Desenvolvimento Sustentável, quer nacionais, quer regionais.  Em consequência o progresso no trajeto do Desenvolvimento Sustentável é mais lento do que é desejável, ou mesmo do que é necessário.  E os intelectuais acadêmicos não debatem uma Cultura na Situação Sustentável.

Outra consequência da lacuna conceitual é a articulação falha do conceito de Responsabilidade nas tratativas de problemas bem entendidos como o das Mudanças Climáticas causadas pelas emissões de CO2 e de outros GEE.  Via de regra as discussões focalizam problemas específicos, desconsiderando o imbricamento das dimensões social, ambiental e econômica admitidas na sustentabilidade ao menos desde a Conferência Rio 92.  Os resultados da COP 21 de 2015 espelham esta abstração.  E não existem ainda trabalhos que se ocupem de uma Economia na Situação Sustentável.

Então o desenvolvimento de uma Cultura na Situação Sustentável só pode estar numa fase incipiente.  Haverá de progredir na medida em que os aspectos ainda tratados de forma insatisfatória, ou mesmo ainda ignorados, forem trabalhados.

Não obstante é possível identificar alguns vetores de desenvolvimento convergindo.  O nível de informação e conhecimento tem aumentado.  Os efeitos combinados do noticiário televisivo e da comunicação via internet – telefone celular – não podem ainda ser avaliados.  É possível que mobilizações de cidadãos passem a pressionar com maior insistência os Poderes Públicos nas causas da Sustentabilidade.

A utilização das tecnologias já existentes para a geração de energia e as “forças dos mercados” contribuirão para a aproximação de “economias verdes” à revelia das reticências de políticos.

Guerras por expansão territorial parecem pertencer ao passado.  A violência encontra crescente repúdio na opinião pública, que também se globaliza.  A pobreza extrema será eliminada num futuro não distante, embora o sentimento de solidariedade entre povos não tenha evoluído.  Um evento, que poderá resultar num progresso nessas percepções é a acomodação na Europa dos refugiados do caos no Oriente Médio.

Política orientada por valores

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Política orientada em Valores.

Uma futura Situação Sustentável, e portanto o Desenvolvimento Sustentável, terão uma base política e comportamental / cultural.  Como esta plataforma terá, necessariamente, de ser global, terá de ser fundamentada em valores, e não em percepções ideológicas, de interesses e de poder. Neste sentido acompanhei com interesse uma entrevista.
Entrevista televisiva de Angela Merkel sobre a onda de imigrantes para a Europa, em particular para a Alemanha.
No meu entendimento os posicionamentos da chanceler se caracterizaram por absoluta coerência “natural e inquestionável ” e por expressão de determinação de contribuir no enfrentamento de uma experiência inédita e desafiadora. Explicou o reconhecimento de todos os atores e a união por políticas fundamentadas em valores da cultura ocidental. Entendo também que uma política fundamentada em valores e não apenas em interesses percebidos constitui uma quebra e superação de paradigmas. Neste sentido AM se revela uma liderança através do desempenho do exemplo. Com esta “autoridade natural”, reconhecida não só na Alemanha – também pelos cidadãos de origem turca – talvez consiga orientar desenvolvimentos positivos na Turquia, na Ucrânia e em outras localidades de onde partem as migrações. Ninguém migra porque gosta, afirma de uma forma e outra.

Ética dos Comportamentos na Situação Sustentável.

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Ética dos comportamentos na Situação Sustentável.
De passagem pela Livraria Cultura vi um livro, exposto no corredor de entrada,  cujo título não recordo,
sobre os preceitos éticos contidos na Torá.  Folheei.  O índice contém 52 capítulos, um para cada semana,
e uma afirmação para cada dia.  É muito interessante.  Mas também muito volumoso; porisso não comprei.
Eu penso, que os critérios éticos são universais, e que, por motivos que não sei explicar, nascem iguais em
todas as culturas.  Para nós participantes da cultura ocidental os registros escritos judaicos foram diretores. 
Não menos os dos gregos.  De alguma forma estão relacionados à conservação da paz interna das populações e, portanto, à sobrevivência.
Eu penso ainda, que a educação condicionante da ordem, da propensão – ou mesmo sonho – a adquirir mais
conhecimentos e habilidades e na conseqüência gerar melhores condições econômicas para família e país
começa por aí.  Isto significa, que a formação da Cidadania acontece no âmbito familiar, na educação doméstica.  É fácil identificar que filhos de pais pouco instruídos têm maior dificuldade de passar pela
barreira da inércia espiritual.  Mas os pobres – e circunstancialmente incompetentes – em geral são “bonzinhos”.
Alguns filósofos escreveram palavras, que me parecem vaidosas – sobre a natureza dos humanos.  Não me
recordo de uma palavra que tivesse identificado os mais capacitados e dotados pelos absurdos bárbaros e
desrespeitosos com a vida cometidos ao longo da história.  Atualmente, as matanças no Oriente Médio são
instigadas por indivíduos instruídos e sofridos palas pessoas simples.  Recalques e a soberba – um dos sete pecados capitais – sempre estão presentes no perfis dos instigadores.
As verdades sobre comportamentos são simples; não ocorrem novidades em relação ao que foi registrado por
pessoas milênios atrás, seja por qual motivação que tenham tido.  É como a lei da gravidade, da relação entre
força e movimento, descoberta no século XVIII, se não me engano.
Numa Situação Sustentável, não precisará apenas haver equilíbrio entre emissões de gases causadores do efeito estufa e a capacidade da natureza de sequestrá-las, conservação da biodiversidade e eliminação da pobreza, mas também uma cultura que mantenha os comportamentos humanos voltados ao equilíbrio e à paz.  Muito curiosamente, nada de novo precisa ser inventado para isto.  Eu fico impressionado com o fato de que foi preciso um “desenvolvimento espiritual” até um tal de Iluminismo, para no século XVIII um tal de Emmanuel Kant formular que os humanos têm a capacidade de distinguir entre acerto e malfeito por si mesmos, quer dizer em estado de liberdade.  É lastimável, que ele não tenha também formulado a Responsabilidade por procurar as ações certas.  Não sei se esta obrigação é articulada em algum lugar, ao lado das recomendações éticas.  Na época de Kant havia súditos; estes obedeciam.

Trajeto do Desenvolvimento Social Sustentável.

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Trajeto do Desenvolvimento Social Sustentável.

Introdução.

Como o bem-estar ou conforto é a razão de todas as atividades, é imediato que a dimensão social estaria no centro das considerações sobre o Desenvolvimento Sustentável. O desenvolvimento ambiental é uma condição e o desenvolvimento é instrumental. Por isso interessa compreender o trajeto da Situação Social Atual para a Situação Social Sustentável e as ações cabíveis em cada etapa para abreviar esta transição.

Considerações gerais.

A identificação das características na dimensão social de uma Situação Sustentável é um primeiro passo e imprescindível para o planejamento do Desenvolvimento Social Sustentável. Destas características pode-se afirmar sem risco de erro que
– a extinção da miséria, com fome e doenças como principais sintomas, não é questionada; há engajamentos e progressos vêem sendo alcançados.
– a possibilidade de sustentação de um bem-estar eticamente aceitável nas bases das pirâmides sociais com renda de trabalho não consta nem entre as oito Metas de Desenvolvimento do Milênio – MDG – da Organização das Nações Unidas – ONU -, nem das estatísticas que compõem o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH – da PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Assim mesmo, pode-se considerar que a (meta da) “renda adequada” seja uma conseqüência. É tematizada na Declaração dos Direitos Humanos da ONU.
– as possibilidades da ascensão social viriam a seguir.

O Desenvolvimento Social Sustentável parte da Situação Atual de cada localidade / região / sociedade. As mais graves ocorrências de miséria estão presentes na África subsaariana e no sul e sudeste da Ásia. No primeiro caso as ações mais urgentes têm foco no combate a doenças, como malária, tuberculose, AIDS, entre outras, e á melhora da produtividade da agricultura familiar. No segundo se impõe a redução da fertilidade – do crescimento da população – e o provimento de oportunidades de renda por trabalho nos grandes aglomerados humanos.

A disposição das sociedades mais desenvolvidas de conceder “rendas adequadas” aos produtos dessas – e das demais – populações pobres em muito ajudaria ao resgate da miséria num horizonte de prazo estimado 20 anos. Regras de remuneração adequada ainda não são seriamente aventadas. Elas haveriam de passar a integrar regulações na economia liberal de mercado global. Beneficiariam estimativamente 900.000 seres humanos. Igualmente, doações filantrópicas são necessárias numa primeira fase de resgate da miséria, a fim de condicionar a população ao esforço de auto-desenvolvimento.

Fases no trajeto do Desenvolvimento Social Sustentável.

Em termos de princípios, podem se distinguir as seguintes fases, mesmo que se sobreponha nas circunstâncias reais:

Fases                                                                             Ações características

1. Presença de fome e                            >                    Doações filantrópicas / paternalistas
doenças endêmicas.                                                      “ajuda ao desenvolvimento”, com
apoio à gestão
Terminação do extrativismo depredador                                                                                         e do desflorestamento

2. Trabalho de baixa produtividade   >                     Remuneração adequada
e conteúdo de conhecimento.                                     Subsídio ao consumo
Exemplos:                                                                     Redução do número de dependentes por
– extrativismo com silvicultura                                  família
– pequena produção agrícola                                      Valorização das mulheres
– produções para exportação                                     Redução da mortalidade infantil
exploradoras do baixo custo
da mão de obra                                                          Disponibilização de energia gerada com
– investimentos na estrutura                                     fontes renováveis
econômica (ex: estradas)
– reflorestamentos

3. Evolução do mercado interno,       >                     Disponibilização de energia,
Trabalho com produtividade                                     de oportunidades de trabalho e da
mais alta.                                                                      capacitação / educação.
Construção de moradias – desfavelização.
Intensificação do saneamento
Extinção do analfabetismo
Industrialização

4. Emergência da Cidadania               >                     Intensificação da escolaridade
(Haverá oferta de trabalho para todos?)                                                                                          Seguridade social estabelecida                                                                                                            Desenvolvimento tecnológico

5. Situação Sustentável com              >                      Manutenção das instituições e dos
Cultura (na Situação                                                    equilíbrios na Situação Sustentável
Sustentável)

 

Programação do Desenvolvimento Social Sustentável.

Como extensão – demora – de cada fase pouco se pode antecipar. Ela depende das circunstâncias vigentes e do empenho em projetos pelos Governos. A China, que hoje pode ser localizada na fase 3, precisou de cerca de 50 anos para alcançar o estágio atual, desde que o governo iniciou um Projeto de Desenvolvimento.
Seria desejável, que as prevalecentes situações de miséria nacional fossem resgatadas em 15 anos. No Brasil esta meta é perfeitamente realizável.
A expectativa da demora de duas gerações de 20 anos para o percurso da fase 3. à fase 5. seria demasiadamente otimista?

O que se pode aprender?

Da tentativa da descrição de etapas no Desenvolvimento Social Sustentável pode-se depreender:

– Existe uma interdependência do Desenvolvimento Social com o Desenvolvimento Econômico no sentido de aumento da produção por habitante – PIB/h -.
– A velocidade de progressão do PIG/h diminui na medida em que o desenvolvimento avança. Assim se observa na China.
– Acontece uma evolução das exigências de qualificação / educação ao longo do trajeto.
– As fases de desenvolvimento se superpõem.
– Não haverá uniformidade de desenvolvimentos individuais e, portanto, de igualdade de rendas numa sociedade.
– A aproximação dos PIB/h das sociedades mais pobres aos valores de PIB/h das sociedades já desenvolvidas é limitada, talvez com algumas exceções como a Coréia do Sul.
– Em grandes países haverá regiões em diversas fases de desenvolvimento social e econômica.
– Os Projetos de Desenvolvimento Sustentável haverão, forçosamente, de ser diferenciados por regiões.
– Em virtude de os trabalhos com maior produtividade serem industriais – produção e serviços – haverá uma tendência à urbanização durante o desenvolvimento.
– Há condições e demora “naturais” para a emergência de uma Cultura da Responsabilidade ( de Cidadania ).
– É muito pouco provável, que o Desenvolvimento Regional Sustentável considerando, simultaneamente, as dimensões social, ambiental e econômico ocorra espontaneamente pelas “forças do mercado” com a velocidade desejável.
– As sociedades mais desenvolvidas encontram-se numa fase inicial de formação de uma Cultura para a Situação Sustentável.
– No Brasil atual encontram-se contingentes humanos nas fases 2., 3., e 4.
– A formação de uma Cultura de Cidadania é uma condição para a formação da Cultura na Situação Sustentável.
– As contribuições possíveis para o Desenvolvimento Ambiental Sustentável, não podem, nem precisam, ser condicionadas ao Desenvolvimento Social Sustentável.

Avaliação da Situação Social Global Atual

Para uma avaliação global, ainda que na forma de uma estimativa grosseira, do estágio de desenvolvimento se oferece uma correspondência entre as fases de desenvolvimento destacadas e os Índices de Desenvolvimento Humano – IDH.

     IDH (2013)                Sociedades               Fase               População      %
                                                                           dominante          (bilhões)

……….IDH > 0,8                desenvolvidas             4 (5)                     1.1                   15,5

0.8 > IDH > 0,710             remediadas /            4 e 3                     1.55                21,8
emergentes

0,71 > IDH > 0,5              relativamente             2 e 3                      1.8                  25,3
pobres

0,5 > IDH                            muito pobres             1 e 2                     2.7                   38

Total: 7.1

Grosso modo, 2,7 bilhões de seres humanos carecem de auxílio para emergirem de grande pobreza, com 900 milhões sofrendo fome, e aproximadamente 4,5 bilhões estão com rendas abaixo da adequada à auto-sustentação com conforto aceitável.

Comportamentos na Situação Sustentável

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Dos Comportamentos na Situação Sustentável.

Em princípio especular sobre comportamentos futuros dos cidadãos é temerário, como o é qualquer prognóstico.  Mas desde que se admita que a Situação Sustentável seja realizada e depois, por definição, conservada, pode-se inferir algumas condições sobre os comportamentos para tal necessários.  Tais comportamentos serão formados ao longo do Desenvolvimento Sustentável, quando contribuirão para o Desenvolvimento Sustentável Difuso.  Expandindo-se ao longo desse percurso, em seguimento dos exemplos desempenhados pelos Cidadãos por Responsabilidade, acabam se tornando hábitos da maioria, instituições informais e configurando uma Cultura na Situação Sustentável.  A imagem mental desta cultura orientaria os esforços de Educação.

Quais seriam os comportamentos dominantes dos cidadãos como consumidores?  Esta poderia ser a questão mais importante, pois todas as atividades de produção se orientam pelas demandas dos consumidores.

Dir-se-ia que o consumidor na Situação Sustentável                                                                     –  contribuiria para a minimização da pegada ecológica                                                                 —  evitando os desperdícios de alimentos,                                                                                       —  priorizando alimentos vegetais,                                                                                                     —  controlando o consumo de água e energia,                                                                                 —  zelando pelo descarte seletivo dos resíduos, para que sejam encaminhados ao reuso e à reciclagem,                                                                                                                                           —  evitando o consumismo e o descarte,                                                                                           —  evitando a poluição do Meio Ambiente,                                                                                       –

Dir-se-ia que na produção                                                                                                                 –  minimizaria o consumo de água, energia e materiais,                                                                 –  minimizaria as emissões de GEE, inclusive na agropecuária,                                                   –  minimizaria os dejetos líquidos e os resíduos sólidos,                                                               –  zelaria pelo tratamento dos esgotos minimizando a poluição das águas,                                 –  daria prioridade à geração de energia elétrica com fontes renováveis de Energia,                 –  observaria as “boas práticas recomendadas”,                                                                             –

Dir-se-ia que como cidadão                                                                                                                 –  seria consciente de suas responsabilidades pelo funcionamento da sociedade,                       —  pagando os impostos, taxas e contribuições,                                                                             —  observando as leis,                                                                                                                         —  participando das discussões sobre as necessidades comuns,                                                   —  participando das eleições,                                                                                                             —  controlando os representantes eleitos a respeitarem os orçamentos e os pressionando a executarem os projetos aprovados,                                                                                                 –  apoiaria o princípio da “ocupação e da renda adequadas” para condições de bem-estar eticamente aceitáveis em âmbito global,                                                                                         –  empenhar-se-ia pela preservação dos biomas e das espécies vivas,                                       –  seria incondicional defensor do princípio da Paz e da Vida como Valor Supremo,                   –

Observa-se que nesta tentativa de previsão a maioria dos comportamentos são recomendados pela educação tradicional.  Inovação é a percepção dos limites globais de produção a percepção mais acurada e da responsabilidade social e ambiental global.

Da meta necessária do Desenvolvimento Cultural

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Da meta – necessária – do Desenvolvimento Cultural 2.                                                [  2 >  Situação Sustentável e Responsabilidade – Referências Bibliográficas ]

Pode ser considerado espantoso o aumento dos conhecimentos disponíveis e das percepções desenvolvidas sobre os problemas da Sustentabilidade num curto período histórico de pouco mais de 20 anos, contados a partir da Conferência Rio 92.  Mas há ainda um caminho a ser percorrido até o estabelecimento de uma cultura correspondente à Situação Sustentável.  Numa tentativa de enumerar os obstáculos a serem vencidos constam:

–  O compromisso com a Vida como valor supremo.                                                                        Esta percepção é a condição para a Paz Universal.  Depois das catástrofes das grandes    guerras na Europa e na Ásia no século XX, seguidas pela revolução na China e pela guerra    na Coréia e no Vietnã, a condição de paz fez progressos significativos apesar das  intervenções no Iraque e no Afeganistão e de convulsões na África.  Hoje as disposições      radicais nos países de cultura islâmica representam os obstáculos mais sérios,  desconsiderando os problemas da Rússia com a Ucrânia.

–  A aspiração pelas liberdades democráticas e o desempenho das responsabilidades dos        dos cidadãos.                                                                                                                                        O ordenamento político da democracia com interferências do governo no regime de          mercado foi adotado por muitos países, em particular após à implosão da União Soviética, que praticava uma economia de planejamento central.  Todavia observam-se retrocessos, por exemplo, na América Latina e dificuldades na superação de tradições autoritárias em várias outras regiões.  Ainda prevalece a percepção de que a participação dos cidadãos se resume ao exercício do voto.  Um sintoma é a fraqueza da manifestação de repulsa à corrupção.  Todavia, o abandono da tecnologia nuclear na geração de energia e a migração das fontes fósseis para fontes renováveis foram impostos na Alemanha foram pela vontade popular.

–  A percepção como direito humano da possibilidade de desfrutar de um nível de vida  digno com a renda do próprio trabalho.                                                                                            Do estabelecimento desta percepção resultariam novas abordagens para a distribuição  da  produção e do comércio global.  O cálculo do IDH seria reformulado, caso este conceito    fosse adotado.

–  A percepção de que a transgressão de “boas regras consagradas” nas operações    comerciais, particularmente nas de crédito, configuram crimes contra o bem-estar público,  e seriam passíveis de pesadas punições.  No passado recente causaram uma grave crise  econômica.

–  As percepções relativas ao Desenvolvimento Sustentável Ambiental são as que melhor se  desenvolveram até agora.                                                                                                        Mesmo assim há ainda muitos obstáculos a serem superados na preservação de biomas, na  moderação da pesca, no contingenciamento da caça, na poluição dos mares, devido a  resistências de interesses econômicos estabelecidos.

–  No desenvolvimento das percepções de responsabilidades pelo bem-comum num longo  horizonte de prazo.                                                                                                                          Os cidadãos ainda não chegaram ao ponto de se mobilizarem para exigir dos seus  representantes as Políticas para o Desenvolvimento Sustentável.  É óbvio que esta  compreensão não pode ser esperada dos contingentes pobres, que lutam pela  sobrevivência diária.  Cabe aos contingentes melhor situados e instruídos se empenharem  pelo Desenvolvimento Sustentável

De uma evolução desejável.

Uma cultura desenvolve-se espontaneamente; não há como ser projetada.  A divulgação de novos conhecimentos sobre as condições da sustentabilidade da vida da humanidade provocou mudanças consideráveis nas instituições e nos comportamentos em muitos países, particularmente nas sociedades mais desenvolvidas.  Os novos recursos de comunicação, principalmente a televisão, contribuíram decisivamente para a divulgação dos conhecimentos e notícias sobre acidentes e catástrofes climáticas.

A característica fundamental da prática do Ordenamento Político Democrático é o controle dos representantes eleitos pelos cidadãos.  Existe ainda um espaço para o desenvolvimento desta prática, quer dizer de desenvolvimento dos regimes democráticos, tanto na imposição de comportamentos adequados dos representantes eleitos, como na cobrança do atendimento a necessidades presentes e finalmente na imposição de ações para o Desenvolvimento Sustentável.  Em todas as sociedades também existe a necessidade de aperfeiçoar a comunicação dos Poderes Públicos com a sociedade sobre a execução dos orçamentos, os progressos nos projetos e o desenvolvimento de objetivos.  Quanto mais “transparente” for a administração, mais a cidadania estará motivada a contribuir e apoiar.  A atitude de manifestação da cidadania poderia se transformar num hábito.  Na situação atual a mobilização dos contingentes conscientes da sociedade hoje já está muito facilitada, pela disponibilidade ubíqua dos recursos de comunicação da internet, em comparação com os ambientes sociais ainda dominantes quando se celebrou a Conferência Rio 92.

Parece então lícito esperar que progressos estabelecidos inicialmente em alguma sociedade venham ser adotados pelas demais e que o Desenvolvimento Sustentável ganhe maior impulso.

É indiscutível, que os sistemas de educação têm uma influência decisiva sobre a evolução da cultura.  A formação do cidadão ocorre na família, nas escolas, no convívio em sociedade e na atividade profissional.  E a conscientização das responsabilides é tão importante quanto a aquisição de conhecimentos, como se destaca acima nas metas de um Desenvolvimento Cultural necessário.  É a percepção das responsabilidades que induz as atitudes para ações.  Entretanto, o desempenho de responsabilidades ainda é pouco presente nos currículos escolares.

 

 

 

Cultura na Situação Sustentável

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Cultura na Situação Sustentável 2.
[2 > Situação  Sustentável e Responsabilidade – Referências Bibliográficas]

O que é cultura?

Nestas considerações, entende-se por cultura um conjunto de percepções, hábitos e comportamentos resultantes de valores compartilhados por uma maioria dominante numa comunidade. A cultura induz na comunidade atitudes – comportamentos – e ações consistentes, através das quais ela é observável. A cultura contém as instituições informais, isto é, as percepções de “deve” e de “não pode” ser feito. A cultura também induz sensações de coesão entre os participantes de uma comunidade; se expressa por hábitos e gera expectativas tanto do lado dos participantes como por parte dos “observadores externos”.

É comum identificar culturas nacionais e regionais.

Cultura na Situação Sustentável e sua formação

Sendo obrigatório que uma Situação Sustentável tenha de ser vivida, desejada e suportada pela comunidade global, a humanidade, impõe-se que então existirá uma cultura compartilhada por todas as sociedades, ou pelo menos por uma maioria das sociedades mais numerosas. Entre as percepções compartilhadas constará a da Responsabilidade pela conservação da Situação Sustentável. Trata-se de uma autêntica inovação social na história universal: Todas as culturas nacionais incorporarão uma “Cultura da Sustentabilidade”, motivadas pelo interesse na sobrevivência.

Aspectos comuns necessários das culturas nacionais e regionais.

Podem ser identificadas ao menos:
– A conservação do Meio Ambiente, inclusive a manutenção de baixas emissões de GEE..
– O reconhecimento da renda adequada na base da pirâmide social global.
– A moderação dos hábitos de consumo.
– A consciência de Responsabilidades pela Sociedade e pela Humanidade através da
presença de um número considerável de Cidadãos por Responsabilidade.
– O respeito às boas práticas nos negócios.
– A rejeição à corrupção.
– A convivência de cidadãos de diversas origens, religiões, hábitos pessoais, etc.
– A liberdade democrática de expressão.
– O engajamento pela Paz.