Aguas do rio Tietê – Mobilização da Cidadania.

Harald Hellmuth

25 anos do Núcleo União Pró Tietê.
Devem ser poucos que conhecem a história e valorizam o feito. Deve ser uma das mais positivas experiências de empenho da Sociedade Civil e da Cidadania em geral pela solução de um problema ambiental. O projeto foi articulado pela rádio Nova Eldorado AM, acolhido pela ONG SOS Mata Atlântica, em 1993 obteve 1,2 milhões de assinaturas de cidadãos e entregue ao governador Antônio Fleury. Este criou o Projeto Tietê e iniciou as obras na estação de tratamento de esgotos de Barueri. Eleito em 1995, Mário Covas deu continuidade ao projeto introduzindo aperfeiçoamentos no processo de execução. Em 2001 Alckmin assumiu e a obra prosseguiu. Hoje a mancha de poluição recuou de Barra Bonita para Salto e a região metropolitana alcançou 90% de coleta de esgotos. Sabe-se que ainda há muito por fazer. A Sabesp estima em 25 anos o prazo para alcançar condições desejáveis. A SOS Mata Atlântica continua atuando no Núcleo União Pró Tietê.  Mudanças de comportamento da população – exemplo: sujeira nas ruas – precisam contribuir. Talvez a mobilização por um mutirão poderia encurtar o prazo.
Em todo caso fica a prova de que a manifestação da opinião pública pode mobilizar ações do Poder Público. Portanto cabe replicar o exemplo em outros problemas protelados como a
– Terminação dos Desflorestamentos.
– Oposição à facilitação das Aprovações Ambientais.
– Impedimento de novas usinas hidrelétricas na região amazônica.
– Fim de subsídios aos combustíveis fósseis
– Recuperação de Florestas Ciliares – rio São Francisco, rio Doce,
rio Tietê e reservatórios de água, etc. etc.

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