Acionamento de veículos, petróleo e Petrobrás.

Harald Hellmuth

Bye bye Petrobras    –   por Orlando Correa no Facebook

O lulopetismo atrasou em 10 anos a exploração de petróleo no Brasil ao mudar o marco regulatório e não fazer leilões de novas áreas, e ao mesmo tempo quebrar a Petrobras. Nesse período o avanço de tecnologia para o uso de energia limpa tem sido notável, o país perdeu a janela de oportunidade para explorar os seus campos petrolíferos, o preço do barril despencou, fez-se o Acordo do Clima em Paris na COP21.

Vejam alguns exemplos do que ocorre nessa área:

A Renault-Nissan está investindo bilhões de euros para produzir um carro elétrico para suportar longas distâncias sem recarregamento de bateria, espera colocá-lo no mercado até 2020.

O modelo elétrico BMW i3, de grande sucesso, foi adotado pela empresa de car-sharing DriveNow que colocou 400 desses veículos à disposição em Copenhague, e os interligou ao sistema de transporte público da cidade, para o passageiro decidir a forma mais eficiente de fazer ou continuar a sua viagem.
A BMW estima que cada veículo car-sharing possa substituir 10 carros particulares..

A Toyota já está vendendo na Europa e na Califórnia o seu modelo Mirai a base de células de hidrogênio. A meta da Toyota é acabar com a produção de veículos a gasolina e a diesel até 2050. Os veículos a hidrogênio são recarregáveis em 3 minutos, o Mirai tem autonomia de 500km. Postos de abastecimento de hidrogênio já estão em construção na Califórnia e em Hamburgo.

A Volvo está testando na Suécia ônibus elétricos de passageiros que aproveitam as paradas nos pontos de embarque e desembarque para recarregar as baterias.

A empresa CNH Industrial, dona da New Holland, Case e Inveco, já vendeu 15.000 veículos, tratores agrícolas, grandes vans e caminhões pesados, a base de gás natural ou liquefeito.

As construtoras de aviões terão que até 2050 reduzir à metade a emissão de CO2 dos seus aparelhos.

Um bilhão de pessoas no mundo ainda não têm acesso à energia elétrica. A Philips está desenvolvendo uma lâmpada LED alimentada por energia solar com uma saída para carregar telefones celulares ou tablets. A meta é atingir esse bilhão de pessoas até 2030 que deixariam de usar querosene e queimar madeira. O preço deverá se situar em torno de US$20 para estimular seu uso e, assim, ser mais barato que queimar combustível fóssil.

O incrível é que nos congressos do PT ainda se defende o monopólio estatal e o sistema de partilha, sem se dar conta de que a exploração e uso do petróleo serão cadentes no mundo, que a Petrobras não tem capacidade financeira para tocar o setor.

Comentários:

1.  No Brasil o acionamento elétrico pode ser associado ao combustível renovável etanol em tecnologia híbrida.  O consumo de óleo Diesel pode ser reduzido empregando biodiesel nas regiões produtoras de soja, tanto na própria agricultura, como nos transportes.  Reduzir-se-ia o diesel consumido no transporte de óleo diesel para estas regiões.  E a mistura de biodiesel ao diesel de petróleo também aumentará.  O Brasil se tornará independente do petróleo quase totalmente.  O preço do petróleo no mercado global tenderá a cair por super-oferta.  As fontes de produção mais onerosa, como o pré-sal serão abandonadas.

2.  Estamos diante do melhor exemplo possível de Desenvolvimento Ambiental Sustentável Difuso, impulsionado pela “forças dos mercados”.

 

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