Considerações sobre a COP 21 – terceira de quatro.

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Considerações sobre a COP 21  – III

Sobre as grandezas globais envolvidas.

 

As seguintes figuras constam no 4o Relatório de  Avaliação do IPCC, publicado em 2007.   www.ipcc.ch

 

 

Emissões globais medidas em Gt de CO2equivalente.

 

 

 

 

Participação das causas nas emissões globais.

 

 

 

 

A concentração máxima de GEE na atmosfera de 445 ppm corresponde à faixa “prudente” de perturbação do sistema climático; exige que as emissões parem de crescer até 2015, e que em 2050 elas sejam menos da metade daquelas do ano 2000.  Em 2100 deveriam estar próximas a zero.

 

 

 

 

 

Atualmente, em meados do ano 2015, a concentração de GEE na atmosfera está perto de 400 ppm.

 

Conclui-se que as emissões deverão ser reduzidas drasticamente e num prazo mais curto possível.

 

Os cientistas recomendam que a quantidade total de emissões não ultrapasse um trilha de toneladas de carbono.

 

 

Qual o desempenho a ser esperado de diferentes países na COP 21?

 

As discussões em Paris circularão sobre a divisão de um “orçamento de carbono”, de emissões que ainda poderiam ser toleradas.  E os posicionamentos a partir das INDCs poderão ser mais ou menos colaborativos.

 

As formulações dos INDCs ainda poderão evoluir até 1o de outubro.  Portanto as informações até hoje divulgadas, além de incompletas são provisórias.  E, segundo as práticas de negociação diplomática tradicional, não são regidas pelo critério de Responsabilidade acima comentado, que implica no desempenho do melhor esforço possível.  Com estas reservas se compõe a seguinte cena:

–  Posição da União Européia:  Reduzir as emissões de GEE em pelo menos 40%, na comparação com os níveis de1990, até 2030.  Mesmo considerando que a Alemanha e a Inglaterra tenham cumprido as metas do Protocolo de Kyoto e de estarem liderando no processo de mudança de matriz energética, esta proposta não é convincente, considerando que é preciso deixar espaços para acomodar países de que não será razoável exigir maiores esforços, como China e Índia.

A European Comission publicou em 2011 um roteiro para a transição ata 2050.

Segundo este roteiro reduziria as emissões em 80% a 95% até 2050 através de medidas internas, passando por etapas de 25% em 2020, 40% em 2030 e 60% em 2040.

Trata-se do mais abrangente planejamento publica.  Exercerá uma função de benchmark forçando outras sociedades a programações e análogas.  A demanda de energia tende a diminuir apesar do aumento do PIB.

 

–  Posição da China:  A China, hoje o maior emissor de GEE, enfrenta o problema de resgatar mais cerca de 500 milhões de cidadãos da pobreza rural.  Para tanto precisa aumentar a geração de energia, para o que dispõe de grandes reservas de carvão.  As usinas termelétricas mais poluidoras estão sendo desativadas; a China lidera na instalação de geração eólica e solar – para alcançar 20% na oferta de energia – e progride na eficiência energética.  As florestas também serão aumentadas em 20%.  E expande a rede ferroviária.  Neste cenário acusa que as emissões só passarão a diminuir a partir de 2030.

 

–  Posição dos Estados Unidos:  O segundo maior poluidor da atmosfera anunciou o propósito de se empenhar pela redução em 32% as emissões das usinas a carvão, na comparação com as emissões de 2005, até 2030.  As usinas termelétricas com combustão de carvão suprem 30% a 40% da energia.  Com esta proposta as emissões totais do país seriam reduzidas em 26% até 28% até 2025.  Então a proposta deve ser considerada fraca, apesar dos alardes do anúncio.  As emissões têm se reduzido em virtude da maior participação do gás natural – obtido por fracking – na matriz energética.  A geração eólica e a geração solar estão avançando pela ação de iniciativa privada.  Até 2025 a participação de veículos com acionamentos elétricos nos transportes poderá surpreender.  É difícil antever desenvolvimentos difusos.  Segundo Lester R. Brown em “Plan B3.0” toda a demanda de energia dos Estados Unidos poderá ser atendida por energias renováveis.

 

–  As posições do Canadá e do Japão

Estes dois países constam entre os 20 maiores emissores de GEE na relação com dados de 2005 reproduzida abaixo.  Haveria de se esperar que se dispusessem a contribuições significativas.  As declarações situadas a 30% sobre os níveis de 2005 e 26% na comparação com 2013 são julgadas inadequadas.

Nenhum desses dois países dispõe das facilidades de energia renovável dos Estados Unidos.  O Canadá haveria de renunciar à exploração de reservas de areia betuminosa, ao que seria forçado pelo mercado com uma diminuição dos preços dos combustíveis resultante da migração generalizada para fontes renováveis.

Hoje o Japão depende de importações de petróleo.  A continuação da expansão da geração nuclear se tornou impopular depois do acidente de Fukujima.  Sua economia pode ser considerada saturada.  As possibilidades de redução de emissões dependem do desenvolvimento difuso, particularmente na tecnologia dos acionamentos automotivos e na substituição do combustível carvão por gás importado.

 

–  A posição da Índia.

A Índia, assim como todo o sul e sudeste da Ásia, enfrenta um grande desafio social de superação de pobreza e pobreza extrema.  Terá de aumentar a produção, o que acarretará um aumento das emissões.  Desde data recente praticam-se grandes investimentos em geração solar fotovoltaica.

 

–  Situação na África.

A Nigéria ocupa a vigésima posição dos países maiores poluidores porque é grande produtor de petróleo.  A África é pobre.  A situação é comparável á da Índia com algumas regiões em situação dramática.  Com exceção da África do Sul, não há ocupação industrial.  A vegetação natural está seriamente ameaçada.  Faltam notícias sobre Projetos de Desenvolvimento Econômico e Social.

 

 

Os vinte países maiores emissores de GEE. 

[Causadores de 75% das emissões]

 

 

 

 

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