Anotações sobre geração com energia solar

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Anotações simples sobre energia Solar.

Em princípio dispõe-se de duas abordagens do aproveitamento da energia solar:

1.      Para aquecimento.

2.      Para geração de energia elétrica.

No primeiro caso água é aquecida em coletores e armazenada em tanque.  Tem aplicação industrial e doméstica.  Por exemplo, substituiria os aquecedores elétricos de chuveiros.

Na geração de energia elétrica existem duas tecnologias:

1.  Via concentração dos raios solares por espelhos côncavos e

2.  Através do efeito fotovoltaico.

Diversas configurações de instalações de concentração de raios solares foram e estão sendo experimentadas.  Existe um projeto que pretende gerar 15% da energia consumida na Europa no norte da África e transmiti-la por cabos submarinos através do Mar Mediterrâneo em extra-alta voltagem ao continente europeu.  Também existem primeiras instalações nos Estados Unidos.

Durante muito tempo a geração fotovoltaica de energia elétrica foi avaliada com ceticismo em virtude do custo.  A sua aplicação então estaria limitada a pequenas instalações em regiões isoladas sem redes de distribuição, em sistemas de comunicação, cercas elétricas para pastos, iluminação pública e sinalização de tráfego ou domicílios.  Desenvolveu-se a rede inteligente pela qual uma instalação domiciliar fornece energia à rede de distribuição, quando dispuser de um “excesso” de energia, e receber energia, quando a demanda superar a própria disponibilidade.  Grupos de baterias permitem armazenamento de energia elétrica.  No futuro não muito distante as instalações fotovoltaicas nos telhados de domicílios poderão carregar as baterias de veículos elétricos.  O subsídio a este tipo de aplicação na Alemanha criou uma demanda suficientemente grande para que os custos de instalações diminuíssem radicalmente.  Hoje a China é o maior fornecedor global de placas fotovoltaicas.  E o desenvolvimento tecnológico continua, surgindo agora membranas produtoras de energia, que poderiam ser aplicadas nas frentes de prédios – e janelas.

Conforme relata Smart Solar no Facebook (19.06.2015) instalam-se agora – desde o final da década 2000 – instalações fotovoltaicas com 200 MW até 550 MW, as dez maiores na China, nos Estados Unidos e na Índia, cobrindo de 10 a 20 km2.

Segundo os valores informados, os custos de instalação dessas plantas nos Estados Unidos estão na ordem de grandeza de 3.000 US$/kW.

Se fosse possível transformar em eletricidade toda a luz solar que incide só sobre a região sudeste do Brasil, a energia produzida seria 400 vezes maior que toda a eletricidade produzida por todas as usinas do mundo!  [É obvio que a região semiárida do Nordeste é a localização ideal da geração fotovoltaica no Brasil]

“Esse é o potencial da energia solar, que pouco a pouco começa a ser explorado.  Desertos inabitados, onde não chove na maior parte do ano, são locais ideais para instalação de usinas solares, que usam milhares ou mesmo milhões de painéis para gerar energia suficiente para abastecer cidades inteiras.  Em vários lugares, isso já é uma realidade, especialmente nos países mais desenvolvidos (ou em franco crescimento).”

A demanda de energia solar deve alcançar 51.4 GW em 2015. De acordo com a consultoria Energy Trend, em 2014 a energia solar fotovoltaica alcançou a marca de 44 GW, quase metade da capacidade instalada brasileira. Dos mercados ao redor do mundo que impulsionam este crescimento destacam-se o Japão, EUA e China, que perfazem juntos aproximadamente 60% da demanda global. Também, a consultoria indica que os preços continuarão a cair em 2015 e a produção mundial deve continuar a crescer. Link original:  http://www.pv.energytrend.com/research/20141215-7931.html

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